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CONTEÚDO PARA PROFESSORES

A empatia como foco no ensino a distância

“Essa é uma tradução interpretativa do artigo: A Focus on Empathy in Distance Learning, publicado pela Edutopia

Escrito por: Rachel Jorgensen, Coordenadora de Aprendizagem Baseada no Trabalho na escola pública de Anoka-Hennepin.

Muitos alunos têm dificuldade em aprender em casa, mas os professores podem criar um espaço para ouvir suas preocupações e orientá-los para superar os obstáculos.

Como educador, descobri que a transição para ensinar online é cheia de incertezas, confusão e dúvidas. Não há um manual que ofereça informações claras sobre como adaptar totalmente a educação do Ensino Fundamental e Médio para o online, e eu enfrentei os desafios da melhor maneira possível. Só posso imaginar que esses sentimentos devem ser mais intensos para meus alunos.

Os alunos não aparecem em nossas aulas online usando crachás que nos dizem as dificuldades que enfrentam durante essa pandemia. Eles também não têm um sinal na testa que nos conte sobre sua ansiedade, dificuldades de gerenciamento de tempo ou situações da vida doméstica. Agora, mais do que nunca, devemos exercitar nossas estratégias mais eficazes de construção de relacionamentos, práticas flexíveis de responsabilidades e correções para explicar os obstáculos nunca vistos pelos alunos.

Muitos professores já concordam com a importância da prática empática. Podemos conseguir isso ouvindo nossos alunos, o que ocorre naturalmente em uma sala de aula presencial. Durante o aprendizado online, precisamos criar caminhos intencionais para que os alunos compartilhem e ouçam com atenção, para que possamos tentar ver e entender suas perspectivas. Precisamos ser profissionais empáticos, o que significa: ouvir para entender as situações dos alunos.

Ao refletir sobre a prática empática durante o Ensino a Distância, três considerações importantes podem ajudar imensamente nossos alunos:

Instruções são exigidas

Como educadores, geralmente estamos acostumados a nos comunicar constante por meio da escrita. Recebemos e-mails intermináveis ​​de várias partes interessadas, como administradores, colegas e pais. É natural ler rapidamente os e-mails e responder com eficiência e conveniência. Também podemos ler e processar informações detalhadas facilmente, conforme processamos diariamente uma grande quantidade de informações escritas. Vivemos em um mundo saturado de leitura e escrita, a ponto de termos nossas próprias habilidades reconhecidas.

Durante o Ensino a Distância, existe o risco dos professores assumirem que os alunos compartilham da capacidade de ler, interpretar e responder automaticamente às informações textuais, mas este não é o caso. O modelo a distância está forçando os alunos a ler e processar textos em um nível nunca visto. Os estudantes podem não ter as habilidades necessárias para compreender nossas mensagens e isso impede seu crescimento e aprendizado, sendo possível também criar frustração e sobrecarregar os alunos.

O que podemos fazer como educadores para combater esse problema? Manter as coisas simples! Lembre-se que alguns alunos não conseguem ler seus e-mails e tarefas longas devido ao nível de leitura. Além disso, alguns estudantes são intimidados ou desmotivados por um texto longo.

Aqui estão algumas estratégias práticas para apoiar a compreensão dos alunos sem exceder suas habilidades de alfabetização:

 Mantenha toda a comunicação por escrito o mais clara e consistente possível;

Quando puder, forneça instruções em vídeo para acompanhar o texto;

Ofereça reuniões onlines (por meio de aplicativos como o Google Meet ou Zoom) para oferecer explicações verbais e responder perguntas;

Limite a comunicação por e-mail com os alunos, principalmente quando eles estão tendo problemas. Entrar em contato verbalmente é fundamental neste momento;

Diminua a quantidade e aumente a qualidade. Seja seletivo com o conteúdo que você escolher entregar e elimine informações supérfluas;

Revise todas as informações escritas para remover o linguajar do professor e garantir uma linguagem amigável ao aluno. Lembre-se, nossos vocabulários são vastos em comparação com os da maioria dos nossos alunos.

Presuma apoio

As atitudes e crenças das famílias sobre a educação têm um enorme impacto agora e podemos assumir que todos os pais acham que a escola é uma prioridade. Este não é o caso! É claro que valorizamos a escola (somos professores), mas é um erro supor que todos os alunos têm pais que promovem o envolvimento escolar.

As famílias que não estão incentivando seus filhos a se envolverem no ambiente de aprendizado online nunca devem ser julgadas ou classificadas como erradas de forma alguma. A crise global criou uma situação em que os pais podem estar enfrentando perda de emprego, instabilidade financeira, incerteza sobre o futuro e preocupações médicas inesperadas. Novamente, a empatia é fundamental e isso se estende não apenas aos estudantes, mas também às famílias.

Logísticas relacionadas ao aprendizado online, como acesso consistente à Internet, dispositivos confiáveis ​​e espaços tranquilos para os alunos trabalharem, também são altamente variáveis. Um profissional empático deve assumir que todas as famílias e estudantes estão fazendo o melhor que podem com o que têm na situação atual.

Repensando a responsabilidade

Uma das conversas mais complexas que enfrentamos como equipe de professores é a questão da responsabilidade durante esse período. Nenhum de nossos alunos escolheu a situação atual e nenhum deles deve ser injustamente penalizado pelos desafios que apresentam. Houve um grande debate entre os professores sobre o quanto equilibramos a generosidade e os altos padrões em nossas práticas de ensino e aprendizagem.

Cada situação escolar é diferente e única. A responsabilidade em uma aula de arte online será muito diferente do cenário na aula de álgebra. O nome do jogo agora é empatia e flexibilidade em nossas decisões de avaliação, estamos oferecendo uma situação pseudo-escolar e a educação para o Ensino Fundamental e Médio nunca foi fornecida dessa maneira onipresente. Estamos todos em águas desconhecidas como alunos, pais e professores.

Simplesmente, este não é o momento de reforçar nossas expectativas, ficar chateado com a participação dos alunos, ficar irritados com os pais ou criticar nossos colegas. Podemos equilibrar relacionamentos e responsabilidade, estendendo boas práticas, como modificar tarefas, ajustar expectativas e conduzir avaliações alternativas com base em cada situação.

Como educadores, nossas principais prioridades nesse momento devem incluir os objetivos de manter contato com os estudantes e cultivar a esperança. Podemos conseguir isso da melhor maneira, tentando nos colocar no lugar de nossos alunos em todas as nossas decisões educativas.

Fonte: Edutopia: A Focus on Empathy in Distance Learning

https://www.edutopia.org/article/focus-empathy-distance-learning

Escrito por: Rachel Jorgensen, Coordenadora de Aprendizagem Baseada no Trabalho na escola pública de Anoka-Hennepin.

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